Religião na política e a nossa oportunidade de mudança

   Um título longo para falar sobre um assusto polêmico. Geralmente não costumo dar minhas opiniões sobre assuntos polêmicos, pois não gosto de causar discórdia, mas na internet eu abro exceções para falar coisas que nunca falaria na vida real.
   Bem, em uma daquelas discussões virtuais no Facebook vi uma galerinha dizendo que não votaria na candidata Marina Silva pelo simples fato dela ser evangélica. No primeiro momento fiquei boba tentando entender essa lógica e pensei: "Então você deixaria de ser amigo de uma pessoa boa e honesta (ou não) porque a religião dela não bate com a sua?". Foi essa pergunta que consegui tirar da conversa, porque foi isso que me pareceu. Pela primeira vez me sinto orgulhosa de ser arreligiosa, porque me sinto menos babaca que esses cidadãos que escolhem seus candidatos (e talvez seus amigos) pela religião que eles seguem. Mas a religião de uma pessoa pode mesmo influenciar em sua política? Para os 100% idiotas sim. Mas a idiotice não é coisa somente para os religiosos. Pensem em um grupo grandes de pessoas com as mesmas características. Imaginem que algumas dessas pessoas resolvam entrar na política só para beneficiar as pessoas do seu grupo. É o que muita gente faz, e não é caso único de um grupo de religiosos. Um exemplo fictício, é um negro entrar para política somente pensando em beneficiar os negros. Ou uma pessoa com necessidades físicas entrar para a política somente para beneficiar as pessoas com necessidades físicas. Não é justo com os outros! É por isso que devemos evitar esse tipo de candidato. Não por sua religião ou crença, mas por ele que só quer beneficiar as pessoas do seu próprio grupo. Mas lembrem-se, não é porque a pessoa é evangélica que ela vai querer beneficiar somente os evangélicos.
   Mesmo sabendo disso algumas pessoas ainda acreditam que a religião de alguém fará grandes diferenças no seu estilo de governo. Muitos brasileiros pedem pela legalização do aborto, mas se o candidato for evangélico, é mais provável que ele seja contra se for eleito. É um exemplo de algo que pode ser influenciado pela religião em um governo. Mas pensem que isso não é uma prioridade. Um candidato pode mudar outras coisas que estão dentro do seu alcance e das regras morais da sua religião, então não é um grande problema.
    Acredito que todos os candidatos à presidência estejam cientes de que beneficiar apenas um grupo não é digno, agora se eles vão fazer o que é digno para todos se forem eleitos é outra história.
   Sou totalmente contra misturar religião com política. Bancada evangélica, que quer criar só coisas que beneficiam as pessoas de sua religião? Tô fora! Mas é o mesmo que os eleitores estão fazendo pensando que todos são iguais. Se para vocês religião e política não se misturam, por que vocês insistem em julgar o caráter de um candidato pela religião que ele segue?
   Mas por que temos que experimentar mudanças? Apresento a vocês mais uma situação fictícia (ou não), um menino que gosta de uma garota, mas que não consegue chegar nela. A situação atual está ruim, e ele corre o risco de ficar sozinho para sempre ou acabar com alguém com quem ele não gosta, só para não ficar sozinho. Se ele não tentar chegar na garota, ele nunca vai saber se ela vai aceitá-lo. É o mesmo com a política. Nós não estamos satisfeitos com o atual governo, mas estamos com medo de mudar pensando no que pode acontecer. Pode ser pior? Sim, mas temos que correr o risco ou nossa geração vai acabar desamparada. É melhor tentar e fracassar do que passar a vida toda no arrependimento de não ter tentado. Se você quer que o Brasil mude, então primeiro você deve mudar.

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